Informamos que amanhã, 22 de Abril, terá lugar o Concelho Geral da Fundação Passos Canavarro, pelo que a Casa-Museu só estará aberta ao público da parte da tarde.

As nossas desculpas.

Inauguração da Mostra e entrega de prémios do IV Concurso / Exposição de Desenho e Pintura intitulado "PILARES da ARTE JUVENIL", destinado a jovens talentos residentes no Distrito de Santarém e com idades compreendidas entre os 15 e 18 completos no decorrer de 2017.
Consulte aqui o Regulamento.
 
A exposição da obras ficará patente até ao dia 9 de Julho de 2017.
 
Cartaz Final IV Concurso Pilares da Arte Juvenil

Terminou a primeira edição do Festival de Piano da Alcáçova de Santarém. Foram três dias em que o piano se fez soar na Casa-Museu Passos Canavarro. O passado, o presente e, sobretudo, o futuro encheram o espaço de excelente música e brilhantes actuações.
A estreia do festival esteve a cargo da reconhecida pianista portuense Manuela Gouveia que executou obras de Frédéric Chopin  e Robert Schumann.
O segundo dia foi dedicado a uma masterclass de piano para alunos do Conservatório de Música de Santarém e da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, de Linda-a-Velha que trabalharam sob a orientação pedagógica de Manuela Gouveia.
O último dia contou com uma conferência pelo musicólogo  Rui Vieira Nery e um recital de piano pela jovem e brilhante pianista Taíssa Poliakova Cunha que executou obras de Sergei Rachmaninoff, Claude Debussy, Franz Liszt e Modest Mussorgsky.

Para o ano há mais...

0001 final

Será o orgulho um pecado? Não sei se o é, no entanto estamos felizes pela referência que a Lonely Planet, provávelmente o guia turístico mais vendido no mundo, faz à Casa-Museu Passos Canavarro.

“A cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem. “

José Ortega y Gasset; “O Livro das Missões “


Exma. Senhora Profª Fátima Marinho, Ilustre Vice-Reitora da Universidade do Porto,
Caros membros da APCM
Exmos. Convidados

No âmbito das actividades que a Associação Portuguesa de Casas-Museu procura levar a cabo, a realização de encontros / seminários foi uma aposta. É fundamental a partilha de experiências, como é também uma montra com o objectivo de mostrar às demais casas museus existentes da nossa importância, bem como na vantagem de uma futura adesão.
Hoje, na Casa-Museu Abel Salazar, continuamos a nossa demanda, indo ao encontro de uma temática, que me parece fundamental para este nicho, muito particular, da museologia.
No primeiro encontro, realizado, em Setembro transato, na Casa dos Patudos, em Alpiarça, focamos as nossas atenções na importância da comunicação: “Comunicar Património: as Casas-Museu”. Desta feita, em São Mamede da Infesta, optamos pela importância da programação cultural para as Casas-Museu. É fundamental para o equilíbrio financeiro das casas-museu, como é um excelente instrumento para a promoção das mesmas, assim como para se dar a conhecer a vida e obras dos seus patronos .
A cultura, escreveu Fernando Pessoa, “não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito.”

Estar pela primeira vez na Casa-Museu Abel Salazar representa um regresso ás raízes, já que daqui até à vila São Martinho de Guifões , também situada em Bouças - como era designado até 1909 o actual município de Matosinhos - distam aproximadamente 10 Km.
A referência não é inusitada. Foi nessa localidade, que, a 5 de Janeiro de 1805, nasceu Manuel da Silva Passos. Passos Manuel. O meu 4º avô. Acrescento ainda, que dentro de pouco mais de uma semana, a 1 de Maio, comemoramos os 175 anos da aquisição, por ele e a sua mulher, Gervásia de Sousa Falcão, na Alcáçova de Santarém, do espaço onde hoje se situa a Casa-Museu Passos Canavarro, e que Almeida Garrett1 imortalizou nas páginas das “Viagens na Minha Terra”: “Notável combinação do acaso! Que o ilustre e venerando chefe do partido progressista em Portugal, que o homem de mais sinceras convicções democráticas, e que mais sinceramente as combina com o respeito e adesão às formas monárquicas, esse homem, vindo do Minho, do berço da dinastia e da Nação, viesse fixar aqui a sua residência no alcáçar do nosso primeiro rei, conquistado pela sua espada num dos feitos mais insignes daquela era de prodígios!”.

Neste encontro optamos, como já o referir, por perspetivar a importância da programação cultural “das” e “nas” casas-museu. Esta dialética é importante. Por um lado, as casas podem ser “traduzidas” quase-exclusivamente numa espécie de santuário, onde se recorda, e das mais diversas formas, a vida e a obra do patrono, e por outro, serem “veículos de cultura”. Espaços que, e à margem da sua função “memorial”, são utilizados para a transmissão de conhecimento e de cultura, quero dizer: espaços que acompanham os tempos. E que, desta forma, são uma mais-valia, para sociedade e, muito particular, para a comunidade onde se inserem. Porque, se as casas-museu tiverem como função exclusiva, e limitada, de serem santuários, ou seja, serem o “espelho onde observamos o ausente2” o seu campo de acção seria bastante limitado.
O elemento “memória” é, de facto, o “Verbo”, a razão primeira de ser, das casas-museu. Porque, como escreveu Padre António Vieira, também estes espaços “museológicos de proximidade”, tem a função de “levar-nos aos ausentes, para que estejamos com eles, e trazê-los a nós, para que estejam connosco”. São “verdadeiros teatros da memória, permitem o encontro com alguém, realizar visitas à casa desse escritor, daquele pintor, do Homem que se admira pela sua actividade política, da personalidade que se distinguiu numa determinada época”.
Desconheço a razão da maioria das doações. Em muito casos advém do facto dos doadores não terem herdeiros. No entanto, existe nestas empreitadas elementos do mais profundo dos humanismos. Ou seja: não haverá, no intuito da doação e/ou criação destes espaços “uma clara necessidade da afirmação pública das suas memórias privadas numa procura da “democratização do privado”? Até porque, como escreveu filósofo “personalista” francês Jean Lacroix, “pode muito bem acontecer que tornar-se objecto para o outro seja uma condição da minha existência real.” Daí que estes espaços devam – pelo menos em teoria - referenciar vivências mais do que serem “depósito” de objectos. Acresce ainda que as casas são portos-seguros, e espaços de retorno. De facto, como escreveu George Moore, “um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa   e volta a casa para encontrá-lo!”

Se ao tempo das suas suas instituições a sobrevivência destes espaços memoriais não tenha dado “dores de cabeça” de maior aos “patronos”, na actual conjuntura a programação cultural é vital. É importante para a sua autonomia financeira, e, por outro lado, exprime a importância que a mesma tem para a sociedade. Nós, também, somos actores no grande palco da cultura nacional.  Com efeito, as casas-museu, como qualquer outro agente cultural, dependem e muito das conjunturas. A máxima de Gasset “eu sou eu e a minha circunstancia” é actual e representativa da situação que se vive neste meio, e em particular para as casas-museu de origem privada, para quem o cumprimento das regras da economia de mercado é vital. Quanto melhor for a oferta (a programação cultural) maior é a procura! Ou seja: há que ver a situação. Há que ter imaginação. Temos que conseguir vender memórias e/ou, levar a cabo eventos que, mesmo nada tenham a ver os objectivos iniciais da sua instituição, nos permitam sobreviver. Caso contrário o património será constantemente delapidado e ficaremos remetidos ao passado. Um pretérito perfeito que, por uma questão de má gestão, ou simples incapacidade, remete-nos à história. Ou seja, traduz um lamento que nos recorda Lewis Carol quando, em “Alice no país das maravilhas”, diz: “Pobre memória que só anda de marcha atrás”!
Para terminar, e à boleia das nossas legítimas preocupações, aproveito para agradecer à Dr.ª Inês Fialho Brandão, ao Dr. Miguel Horta, à Dr.ª Fátima Lambert e à Dr.ª Joana Sousa Monteiro, tal como aos moderadores convidados, terem acedido a estarem presentes. Como, para agradecer, à Universidade do Porto, e em especial à minha amiga, colega e Directora desta Casa Abel Salazar, Dr.ª Luísa Garcia Fernandes, pela sua organização.
Hoje, é, também, o momento para, na minha qualidade de presidente da Comissão Instaladora da APCM saudar a adesão das casas-museu Guerra Junqueiro, Marta Ortigão e António Carneiro, e recordar a memória de Paulo Cunha e Silva, Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, falecido em Novembro passado, e que desde a primeira hora foi um entusiasta deste processo.

Muito obrigado.

António Canavarro

Casa-Museu Abel Salazar

22 de Abril de 2016

António Canavarro, Vice-Presidente da Fundação Passos Canavarro, foi eleito presidente da Comissão Instaladora da Associação Portuguesa de Casas Museu, sediada em Coimbra, na Casa-Museu Bissaya Barreto.

Fundada a 4 de maio de 2012, a APCM pretende favorecer a cooperação entre as diversas Casas Museu através da promoção do conhecimento mútuo, da troca de informações e da partilha de experiência adquirida; reunir esforços para assegurar mais visibilidade e representação a nível nacional e internacional das Casas Museu nomeadamente perante a Administração Pública, instâncias da  Comunidade Europeia e associações congéneres em todo o mundo, promover por sua iniciativa ou em parceria com o sistema educativo ações de formação de acordo com as necessidades detalhadas, nomeadamente através da dinamização de um Centro de Formação Contínua e de um Centro Politécnico de Formação Profissional.

Continuar...

A Fundação Passos Canavarro desja a todos uma Santa Páscoa, e aproveita para informar que a Casa-Museu estará encerrada ao público Domingo de Páscoa, reabrindo as portas dia 18 de Abril, terça-feira.

Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou ária

aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os gerânios
de uns tantos anos que nos separam.

Teu amor de planta submarina
procura um húmido lugar.
Sabiamente preencho a piscina
que te dê o hábito de afogar.

Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado
sem saber da tua existência.

Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados.

Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"

A New Design1

A Casa-Museu Passos Canavarro saúda a adesão das casas-museu Guerra Junqueiro, Casa Museu Marta Ortigão Sampaio e a Casa Oficina António Carneiro à Associação Portuguesa de Casas-museu que aderiram oficialmente ontem, 22 de Abril, no 2.º Encontro Nacional de Casas-Museu, que decorreu em São Mamede da Infesta, na Casa-Museu Abel Salazar.

O 2.º Encontro da Associação Portuguesa de Casas-Museu tem lugar no dia 22 de abril em S. Mamede de Infesta, num evento onde se destaca o alargamento a três novos elementos pertencentes à cidade do Porto, e o debate sobre a programação cultural nestes espaços museológicos.

A APCM – Associação Portuguesa de Casas-Museu realiza o seu 2.º Encontro no dia 22 de abril, na Casa Museu Abel Salazar, em S. Mamede de Infesta. Sob o tema “Programação Cultural em Casas-Museu”, a iniciativa é aberta ao público e vai juntar vários especialistas sobre esta temática, procurando partilhar experiências e apresentar estratégias de divulgação e animação nestes espaços museológicos. "Em louvor do mexerico. O poder da(s) narrativa(s) nas Casas-Museu", "Mediar pessoas na casa da Pessoa - Contributos para uma programação de proximidade" e “Gostos que dividem (e se gratificam) em utopias de receção imprevistas: projetos curatoriais em Casas Museu” são as palestras a que o público pode assistir, assim como uma visita guiada à Casa-Museu Abel Salazar.

Durante o 2.º Encontro, há que destacar a cerimónia de formalização da adesão à APCM das três casas-museu tuteladas pela Câmara Municipal do Porto: Casa-Museu Guerra Junqueiro, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e Casa-Oficina António Carneiro. Com estas integrações, passam a ser 12 as Casas Museu a integrarem a APCM: Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, Casa-Museu Abel Salazar (S. Mamede de Infesta), Casa-Museu Bissaya Barreto (Coimbra), Casa-Museu Eça de Queirós (Santa Cruz do Douro), Casa-Museu Egas Moniz (Avanca), Casa-Museu Fernando Namora (Condeixa-a-Nova), Casa-Museu Guerra Junqueiro (Porto), Casa-Museu João de Deus (Lisboa), Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio (Porto), Casa-Museu Medeiros e Almeida (Lisboa), Casa-Museu Passos Canavarro (Santarém) e Casa-Oficina António Carneiro (Porto).
A APCM é uma associação sem fins lucrativos criada em 2012 com os objetivos de favorecer a cooperação entre as diversas Casas-Museu através da promoção do conhecimento mútuo, da troca de informações e da partilha de experiência adquirida, e reunir esforços para assegurar mais visibilidade e representação a nível nacional e internacional. A Casa Museu Bissaya Barreto, Coimbra, tutelada pela Fundação Bissaya Barreto, é também a Sede da Associação Portuguesa de Casas Museu-APCM.

A Doutora Joana Paiva Nunes de Mello, que no passado mês de Julho conferenciou, na Casa-Museu, sobre Frei Luis de Souza, teve a amabilidade de nos enviar o texto, e assim o darmos a conhecer a um maior número de pessoas e de interessados.

Continuar...

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