WATANUKI: AGORA MESMO | Exposição Retrospectiva | Portugal | 2017

Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
De 20 de Julho a 31 de Agosto de 2017

Esta é uma exposição absolutamente surpreendente. Ninguém já se lembrava de Hirosuke Watanuki, o japonês! Quem é Watanuki,?  O diplomata que chegou a Lisboa em 1956 e pintou Portugal nos anos 50 e 60?
Nascido em Yokohama, no Japão, em 1926, deixa o Departamento de Ciências Políticas e parte para Portugal onde se dá o seu despertar artístico induzido pelas pessoas que encontrou e pelas nossas paisagens. Foram o Tejo, o Mondego, o Douro, e as suas cidades que encantaram Watanuki que fizeram descolar a sua arte.
Quando Almada Negreiros escreve, em 1963, sobre a exposição de Watanuki, no Palácio Foz, anuncia as palavras do Mestre: «nada desejo senão pela minha arte»”.  Abria-se a porta grande ao artista em Portugal. Cada exposição atraía mais gente e ecoava na Imprensa. Em 1966 a Fundação Gulbenkian mandou para Bagdha a sua pintura do porto de Lisboa em conjunto com obras dos jovens promissores do panorama artístico português. Mas no auge da sua carreira, o artista, vindo das velhas famílias de samurais do Japão, deixou-nos e com o passar do tempo foi sendo esquecido.
Só na Fundação Passos Canavarro, em Santarém, se mantinham expostas as obras seminais de Watanuki e em Matosinhos se expunham as 12 pinturas que Fernando Távora havia recomendado que se comprassem nos anos 60.
A amizade de 50 anos de Pedro Canavarro e Watanuki permitiu que  esta exposição AGORA MEMSO acontecesse ,“desenterrando” as obras (e que obras!!) que em 12 museus se encontravam e o artista foi desafiado a voltar para rever a obra que aqui deixou e produziu. E vem!!
O título da exposição "Agora Mesmo" transmite a ideia de um impulso que não admite demora, uma expressão portuguesa muito utilizada por Watanuki que continua a falar e a escrever em português. A mostra reúne mais de 60 trabalhos seus espalhados por museus e colecções particulares em Portugal.  Expor Watanuki é relembrar o fundir destas duas culturas que primeiro se encontraram em 1543, antes de todas as outras, é mostrar ao público a obra de um artista japonês de coração português que viveu, pintou e amou Portugal nos anos 1950/60.
Um segredo bem guardado que Agora Mesmo se revela.


“…sensível aos perfis, aos planos e às suaves gradações de claro-escuro, que sugere pelo simples traço a tinta da China, e pelas sumárias modelações a preto e gris.”, Luís Reis-Santos, 1959

Organização Conjunta
Fundação Inês de Castro (www.fundacaoinesdecastro.com) e
Fundação Passos Canavarro (www.fundacaopassoscanavarro.pt)

Projecto e Curadoria
Pedro Canavarro
Cristina Castel-Branco

Exposição patente até 31/08/2017
Sociedade de Belas Artes,
Rua Barata Salgueiro, 36
1250-044 LISBOA
Tel.213 138 510 | www.snba.pt

Horários:
dias úteis das 12:00 às 19:00
aos sábados das 14:00 às 20:00

Itinerância da Exposição:

Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra
De 9 de Setembro a 1 de Outubro de 2017

Museu da Quinta de Santiago, Matosinhos
De 14 de Outubro a 17 de Dezembro de  2017